Dia 21 - Um texto que tenhas escrito há algum tempo (Segunda)
Um texto... bem, nos últimos tempos só tenho escrito as minhas Fics ou Short Fics, por isso vou desenterrar uma short que escrevi para um desafio no Fórum Supernatural Portugal. Escolhi postar esta porque é o que tenho de mais pequeno e sem continuação.
Supernatural - Conto de Natal
Numa manhã fria de Inverno, dois jovens percorriam as estradas do país ao som de Metallica.
Por entre cantorias, Dean, o mais velho, resmungava:
- Come on Sam, um caso logo na véspera de Natal? Não podias ter escolhido pior data!
- Why? - Sam admirado.
- Já tinha tudo combinado para esta noite.
- Ah claro, nem a noite da véspera de Natal podias passar sem uma miúda!
- Quem falou em miúdas, Sammy?
- Então... - Sam não tinha como argumentar.
- Ok, era para ser surpresa, mas visto já teres estragado tudo, vou-te contar.
- Até tenho medo das tuas surpresas!
- Combinei com o Bobby que íamos passar a noite na casa dele. Festejar o Natal com ele, a Ellen, a Jo... mas tu tinhas de arranjar um maldito demónio para caçar! - Dean estava mesmo chateado.
- Desculpa Dean, se me tivesses dito...
- Já te disse, era surpresa, não podia dizer.
- Mas estás assim tão chateado porquê?
- Nada!
- Nada não! Conheço-te e sei que se passa qualquer coisa!
- Tenho saudades de passar um Natal sem fazer nada e em família, só isso! Até já tinha comprado os presentes.
- Desculpa?! Quando é que fizeste isso?
- No outro dia quando disse que ia ao café.
- Bem me parecia que tinha sido muito tempo para um café. Mas olha, podemos ter sorte e chegar a tempo a casa do Bobby.
- Sim, acreditas tanto nisso como eu!
- É Natal, pode haver um milagre. - Sam sorrindo.
Dean semicerrou os olhos e continuaram rumo ao seu destino.
Era já noite e ainda não tinham chegado à casa onde se tinham dado os acontecimentos descobertos por Sam. Dean rendeu-se finalmente e perguntou ao irmão:
- Afinal o que é que descobriste?
Sam sorriu com o pouco interesse demonstrado pelo irmão e contou:
- Esta casa é muito antiga e está nesta família desde que foi construída, passando de geração em geração.
- Como muitas outras casas.
- Sim, mas nesta casa têm ocorrido algumas mortes. Há dez anos morreu aqui um homem e no mês passado morreu uma criança. Esse homem, Estêvão, era o jardineiro da casa e tinha um relacionamento com Minerva, a patroa. Dessa relação nasceram Mafalda e Madalena, duas gémeas, sendo uma delas a que morreu o mês passado. Bem, quando as crianças nasceram ficaram com Estêvão, porque Minerva era casada e disse ao marido, Claudius, que as crianças tinham morrido. Claudius não aguentou o desgosto porque queria muito ter filhos e acabou por morrer. Um ano mais tarde, Estêvão trouxe as crianças e veio viver com Minerva.
- Porquê um ano mais tarde?
- Não queriam dar nas vistas e ser alvo de falatórios logo depois da morte de Claudius. Fingiram que as crianças eram apenas filhas de Estêvão, mas que Minerva as tratava como suas por não ter filhos.
- Hmm... - Dean ia assimilando tudo.
- Mas foi sol de pouca dura! Uns dois anos depois, Estêvão foi encontrado morto na casa de banho. Estava estendido no chão e tinha umas marcas vermelhas no pescoço, como se o tivessem estrangulado.
- Mas deixa-me adivinhar! Não deram muita importância a isso porque a autópsia revelou ataque cardíaco.
- Right! Minerva teve que seguir com a sua vida e claro, ficou com as gémeas. Mas no mês passado, uma delas morreu...
- Estendida algures e com as mesmas marcas vermelhas no pescoço?
- Nem mais! Ora, tudo indica que Claudius se vingou por ela se ter envolvido com o jardineiro e por lhe ter mentido em relação às crianças.
- Então só temos que descobrir onde ele está enterrado e queimar os ossos, antes que a outra miúda morra!
- Não é assim tão fácil!
Dean esperou que o irmão continuasse.
- Ele foi cremado! Era o seu desejo... por isso há algo que o prende aqui e que lhe permite matá-los para se vingar e deixar Minerva sozinha.
- E sabes o que é?
- Infelizmente não! Mas é por isso que vamos falar com Minerva. Para tentar descobrir o que é.
- Que raio poderá ela ter que prenda esse Claudius aqui?
- N... - Sam foi interrompido pelo toque do seu telemóvel. Atendeu e ficou algum tempo a falar.
Dean viu o irmão fazer algumas caretas. A primeira de todas, praticamente depois de ter atendido. Mas pouco depois Sam desligou, sorridente.
- Primeiro estavas aí a fazer caretas e agora sorris feito parvo!
- Então, tenho o teu milagre de Natal! - Sam continuava a sorrir.
- What?! Deixa-te de parvoíces!
- Não são parvoíces, é sério! Era a Ruby. Ela sabe para onde vamos e... sabes como ela é...
- Não, tu é que sabes como ela é! - Dean sorriu.
- Ah ah! Bem, ela sabe o que prende Claudius aqui!
- Really? - Dean entusiasmou-se.
- Hmm, hmm!
- E então? - agora Dean desesperava.
- Um quadro de família, onde ele figura, e que ainda se encontra na sala da casa.
- Awesome!
- What? - Sam estranhando aquela reacção.
- Never mind! - Dean estava apenas contente. Assim poderiam chegar a horas a casa de Bobby.
Uns quinze minutos depois estacionaram perto da casa de Minerva.
Levaram aquilo de que precisavam e sorrateiramente entraram na casa, pois esta encontrava-se sem ninguém.
Procuraram a sala e quando a encontraram trataram logo de tirar o quadro da parede e levaram-no para a mata que rodeava a casa, onde o queimaram e esperaram que ardesse completamente.
Depois voltaram para o Impala e como ainda era relativamente cedo seguiram para casa de Bobby, onde passaram um feliz e divertido Natal junto daqueles que consideravam a sua segunda família, tal como Dean queria.
Tchiiii, velho velho velho.
ResponderEliminarWell, adorei essa short :)